segunda-feira, 16 de março de 2015
Eeeeeee!!!!
É isso aí! Agora é se inscrever e fazer aquele look lindooo pra concorrer na 7ª edição do Concurso de Moda Inclusiva.
segunda-feira, 9 de março de 2015
Uau!
Eu não consigo me conformar com a intolerância e com tamanha ignorância, principalmente porque, como nunca, temos acesso a informação. Mas parece que quanto mais conectados estamos, mais alienados ficamos. É tudo 'num clic' e, muita gente, só lê uma nota ou escuta um trecho de uma conversa de bar; lê apenas o título de algum post e já acha que tem parâmetros suficientes para ter alguma opinião sobre determinado assunto.
Eu sei, aqui não é lugar para desabafar, mas estou teclando sem ter feito rascunho, simplesmente guiada pela minha indignação.
Hoje, navegando pelo site da Folha, li: Garotas têm seus véus puxados em Paris- já fiquei enojada. Eu sei que, recentemente, houve aquele atentado ao Charlie Hebdo e isso desencadeou ainda mais reações de ódio contra muçulmanos, mas nada justifica essa falta de respeito, assim como nada justifica o atentado. Inclusive porque, embora mais conhecidos, os "muçulmanos" que praticam terrorismo fazem parte de uma minoria dentre os seguidores do Islã. Mas assim como muita gente acha que todo muçulmano ´terrorista ou é simpático ao terrorismo, o que não é verdade, muita gente também acha que as vestimentas femininas islâmicas são símbolos de opressão da mulher, mas esse é outro equívoco. O traje islâmico para mulher é o exercício do direito dela de não ser igual às outras, de não "precisar" expôr seu corpo, e, principalmente, de se posicionar como cidadã muçulmana onde quer que esteja, seja no Ocidente ou no Oriente. Esse traje simboliza com muita precisão o sentido de identidade visual, pois através dela, a mulher mostra que é muçulmana e transmite também os valores que carrega. Em um dos trechos da matéria da Folha, um das garotas que teve seu lenço puxado, diz que ama usar seus lenços e que o lenço é 'uma reafirmação da fé e do estilo' dela. Achei lindo! Eu sou muçulmana, moro no Brasil desde sempre e não uso o lenço, Quero muito que um dia eu tenha a coragem que essa menina tem. Depois do que aconteceu, ela comprou mais 15 lenços.
Conheço muitas mulheres que já foram vítimas de preconceito e de violência verbal e física por estarem usando lenço, niqab (véu que deixa somente os olhos à mostra), inclusive minha madrasta, que usa o niqab. Eu até já presenciei algumas ridículas manifestação de preconceito que ela e meu pai sofrem, sem falar dos olhares de reprovação que lançam aos dois (meu pai usa as vestimentas islâmicas masculinas e a barba comprida) - muitos falam: você está no Brasil. Não precisa usar essa roupa aqui. Isso é vergonhoso e inaceitável! Mas minha madrasta sempre calma, segue andando e ignora esses comentários. Agora eu pergunto: essas manifestações também não são formas de terrorismo? Eu me sinto envergonhada por não usar o véu, por não apoiar a atitude e a coragem das minhas irmãs. E como grande apreciadora da moda me sinto muito decepcionada em ver o péssimo exemplo que o país que sempre influenciou a moda mundial, está dando. Pois a questão vai além dos véus puxados, já que a França multa em 150 Euros as mulheres que usarem niqab - isso sim é opressão!
A inclusão na moda também se aplica a cada indivíduo ter o direito de exercer sua individualidade com um estilo que tenha a ver com a sua personalidade, com seus gostos e valores.
Eu sei, aqui não é lugar para desabafar, mas estou teclando sem ter feito rascunho, simplesmente guiada pela minha indignação.
Hoje, navegando pelo site da Folha, li: Garotas têm seus véus puxados em Paris- já fiquei enojada. Eu sei que, recentemente, houve aquele atentado ao Charlie Hebdo e isso desencadeou ainda mais reações de ódio contra muçulmanos, mas nada justifica essa falta de respeito, assim como nada justifica o atentado. Inclusive porque, embora mais conhecidos, os "muçulmanos" que praticam terrorismo fazem parte de uma minoria dentre os seguidores do Islã. Mas assim como muita gente acha que todo muçulmano ´terrorista ou é simpático ao terrorismo, o que não é verdade, muita gente também acha que as vestimentas femininas islâmicas são símbolos de opressão da mulher, mas esse é outro equívoco. O traje islâmico para mulher é o exercício do direito dela de não ser igual às outras, de não "precisar" expôr seu corpo, e, principalmente, de se posicionar como cidadã muçulmana onde quer que esteja, seja no Ocidente ou no Oriente. Esse traje simboliza com muita precisão o sentido de identidade visual, pois através dela, a mulher mostra que é muçulmana e transmite também os valores que carrega. Em um dos trechos da matéria da Folha, um das garotas que teve seu lenço puxado, diz que ama usar seus lenços e que o lenço é 'uma reafirmação da fé e do estilo' dela. Achei lindo! Eu sou muçulmana, moro no Brasil desde sempre e não uso o lenço, Quero muito que um dia eu tenha a coragem que essa menina tem. Depois do que aconteceu, ela comprou mais 15 lenços.
Conheço muitas mulheres que já foram vítimas de preconceito e de violência verbal e física por estarem usando lenço, niqab (véu que deixa somente os olhos à mostra), inclusive minha madrasta, que usa o niqab. Eu até já presenciei algumas ridículas manifestação de preconceito que ela e meu pai sofrem, sem falar dos olhares de reprovação que lançam aos dois (meu pai usa as vestimentas islâmicas masculinas e a barba comprida) - muitos falam: você está no Brasil. Não precisa usar essa roupa aqui. Isso é vergonhoso e inaceitável! Mas minha madrasta sempre calma, segue andando e ignora esses comentários. Agora eu pergunto: essas manifestações também não são formas de terrorismo? Eu me sinto envergonhada por não usar o véu, por não apoiar a atitude e a coragem das minhas irmãs. E como grande apreciadora da moda me sinto muito decepcionada em ver o péssimo exemplo que o país que sempre influenciou a moda mundial, está dando. Pois a questão vai além dos véus puxados, já que a França multa em 150 Euros as mulheres que usarem niqab - isso sim é opressão!
A inclusão na moda também se aplica a cada indivíduo ter o direito de exercer sua individualidade com um estilo que tenha a ver com a sua personalidade, com seus gostos e valores.
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015
1º Curso de Moda Inclusiva
Aaaaahhhhhhhhh, até que enfim!!!!
Desde que começamos a pesquisar sobre moda inclusiva perguntávamos a todos os profissionais com quem conversávamos sobre o assunto como ainda não havia nenhum curso de moda inclusiva, fosse técnico ou universitário. Inclusive a falta de conhecimento nesse quesito era tanta que alguns profissionais de moda renomados com quem já conversamos nem sequer entendia o tema (PASSADA!).
Pois bem, responsável também pelo Concurso de Moda Inclusiva, que acontece anualmente há 06 anos, a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência - SP, abriu inscrições para o 1º Curso de Moda Inclusiva, que começa em março e tem duração de 3 meses. Infelizmente, as vagas eram limitadas e as inscrições estão encerradas, mas o importante é que foi dado mais um passo importante para a moda brasileira, em prol dos direitos e de melhor qualidade de vida da pessoa com deficiência e do indivíduo com mobilidade reduzida e pela inclusão. E que essa seja a primeira de muitas turmas! Estamos na torcida e atentos para as novidades que vierem a seguir.
Para mais informações: minclusiva@sedpcd.sp.gov.br e http://modainclusiva.sedpcd.sp.gov.br/.
Desde que começamos a pesquisar sobre moda inclusiva perguntávamos a todos os profissionais com quem conversávamos sobre o assunto como ainda não havia nenhum curso de moda inclusiva, fosse técnico ou universitário. Inclusive a falta de conhecimento nesse quesito era tanta que alguns profissionais de moda renomados com quem já conversamos nem sequer entendia o tema (PASSADA!).
Pois bem, responsável também pelo Concurso de Moda Inclusiva, que acontece anualmente há 06 anos, a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência - SP, abriu inscrições para o 1º Curso de Moda Inclusiva, que começa em março e tem duração de 3 meses. Infelizmente, as vagas eram limitadas e as inscrições estão encerradas, mas o importante é que foi dado mais um passo importante para a moda brasileira, em prol dos direitos e de melhor qualidade de vida da pessoa com deficiência e do indivíduo com mobilidade reduzida e pela inclusão. E que essa seja a primeira de muitas turmas! Estamos na torcida e atentos para as novidades que vierem a seguir.
Para mais informações: minclusiva@sedpcd.sp.gov.br e http://modainclusiva.sedpcd.sp.gov.br/.
sábado, 20 de dezembro de 2014
Todos somos belos
Este momento da moda realmente me agrada, e muito! É claro
que quanto ao vestuário só vemos releituras e mais releituras. Não vemos mais
criações, novidades de fato. A não ser nas misturas que antes eram absurdas e
agora são tendências, como usar estampa com estampa, jeans com jeans,
conjuntinho; misturar tecidos e estilos em um mesmo look. Na maquiagem também
há mais liberdade agora. O que antes era ousado agora é super visto por aí.
Mas eu me refiro mesmo à questão das diferenças. Elas não
ficam mais só fora das passarelas. Claro que as modelos altas e magricelas ainda
reinam, mas temos muitos modelos diferentes que fazem muito sucesso e abrem
caminho para tantos outros que antes nem imaginariam modelar como opção de
carreira. Já falamos de alguns aqui no In Moda:
Como não é só de magricelas que o mundo é habitado, não
podíamos deixar de mostrar algumas modelos mais cheinhas que também arrasam no
carão e nas passarelas.Como a modelo brasileira Fluvia Lacerda.
Fluvia Lacerda
Escrevendo este post me lembrei de uma propaganda que
assisti há algum tempo e que me emocionou muito!Falei dela pra várias pessoas. É uma campanha da Dove. No
vídeo um desenhista forense faz o retrato falado de várias mulheres, primeiro
seguindo a descrição que elas fazem de si mesmas e depois seguindo a descrição
de pessoas que passaram algum tempo com cada uma delas. O resultado é lindo e
emocionante, vale a pena conferir:
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Stephen Thompson
sexta-feira, 7 de novembro de 2014
Sem cor, com raça!
![]() |
| Stephen Thompson |
Pesquisando sobre albinismo, descobri uma série de fatores
que me surpreenderam! Antes, eu sabia que os albinos tem falta de pigmentação
na pele, nos cabelos e/ou nos olhos e que eles tem que tomar ainda mais cuidado
com o sol, porque as áreas do corpo com menos pigmentação são muito mais
sensíveis aos raios solares. Mas tudo isso é óbvio, em todo o verão sempre
rolam as campanhas para que nós nos protejamos dos raios solares, sabemos que quem tem pele mais clara tem que usar
protetores com fator mais alto, etc. Mas quando eu, eventualmente, via pela rua
algum albino, eu achava lindo e achava que todo mundo pensasse como eu. Mas não!
Descobri que na Ilha de Ukerewe,
na Tanzânia, por exemplo, eles são capturados e tem partes do corpo arrancadas
para a prática de rituais de bruxaria e na África, não sei bem se é em todo o
continente ou em uma determinada região, muitos acreditam que fazer sexo com
uma mulher albina cura o HIV, então muitas mulheres albinas lá são vítimas de
estupro!
Aqui no Brasil não fiquei sabendo de nenhum caso envolvendo
rituais ou superstição, mas a situação também não é legal. Não se sabe ao menos
quantos são os albinos brasileiros, eles não recebem suporte do governo e
recentemente li uma entrevista em que um albino disse que foi a uma consulta
médica em que o médico lhe perguntou desde quando ele era albino. Um médico não
sabia que o albino já nasce assim. Esse mesmo rapaz, da entrevista que li,
disse que começou a tomar suplemento vitamínico porque a falta de banhos de sol
contribui para a redução de vitamina E no organismo e nenhum médico lhe alertou
quanto a isso, sem falar que ele paga cerca de R$200,00 em camisas com proteção
solar.
Procurei por roupas com proteção solar e descobri algumas
marcas que fabricam peças com tecidos que tem alto fps , como a Sun Cover (www.suncover.com.br) que promete bloquear
98% ou mais dos raios UVA e UVB e tem tecido que facilita a transpiração e
mantém a temperatura do corpo sem elevação. Visitei o site da marca para
conferir os preços das peças, são altíssimos! Um chapéu básico custa R$ 110,00
e uma regatinha branca feminina também suuper básica custa R$115,00!!!
Há uma ONG no Mato Grosso do Sul e um na Bahia que dão assistência
aos albinos, apenas!
Visitando um site que eu gosto muito, o Hypeness : www.hypeness.com.br,
vi uma série de fotos de um fotógrafo chamado Alexandre Severo. Ele registrou alguns
momentos de três crianças albinas, duas meninas e um menino, filhas de uma
mulher negra, mãe de outras duas crianças que não são albinas. As fotos são
emocionantes! Essa família é pobre e mora em uma favela na cidade de Olinda, em
Pernambuco. A mãe diz que o sonho deles é o PhotoDerm 100, protetor solar que
custa R$96,00 e dura apenas três semanas. Em uma das fotos, o menino foi
retratado correndo na rua em um dia ensolarado, com um sorriso enorme no rosto,
querendo ser criança, sem precisar fugir ou se esconder do sol. As fotos são
lindas e no mesmo site tem outros posts sobre albinos, além de diversos outros
temas interessantíssimos. Graças às fotos ( Alexandre Severo) e à matéria feita
pelo jornalista João Valadares, que foram publicadas no Jornal do Commercio, em
Pernambuco, essa família recebeu ajuda. Mas imaginem que deve haver muitas
outras pessoas que também não tem condições de comprar filtro solar, óculos de
grau (por conta dos problemas de visão
que aparecem por causa da falta de pigmentação nos olhos), óculos escuros com
fps( para prevenção contra problemas de visão) e roupas com proteção solar e que
também não recebem assistência alguma e, às vezes, ainda são vítimas de
preconceito.
![]() |
| Família fotografada por Alexandre Severo |
quarta-feira, 3 de julho de 2013
Entrevista: Arlindo Grund
Entrevistamos o Arlindo Grund, apresentador do programa Esquadrão da Moda do SBT e consultor de moda. Essa é apenas uma das muitas entrevistas que, se Deus quiser, vocês vão conferir aqui no In Moda.
Queremos aproveitar aqui a opinião do Arlindo sobre moda inclusiva e lançar a primeira enquete do blog. Então, assistam e, nos comentários, digam se vocês concordam ou não com ele e o que vocês acharam da entrevista.
domingo, 26 de maio de 2013
Do Yourself ¤
DOMINGO EM CASA? HORA DE COSTUMIZAR!
Cansado (a) daquela peça de roupa simples e básica no seu
guarda roupas?!
Temos a dica para deixa- la linda e única! Já ouviu falar no efeito degrade em tecidos?
Um efeito lindo que sempre foi usado em maquiagens e
unhas, agora passa a inovar em tecidos.
O que você precisa para fazer a sua: Tinta para tecidos (você decide a cor); Vinagre; Sal e Água.
Para você brilhar
com a sua peça nova, só que não, basta mergulhar a peça escolhida dentro de um
balde com a tinta até a altura que quer fazer o degrade, e deixe a peça assim durante
40 minutos. Depois disso, enxague a peça com bastante água.Prepare um balde com água, 4 colheres de sal e 1 colher de vinagre e coloque a peça dentro, deixando de novo 40 minutos para fixar a cor. Enxague a peça novamente e ponha para secar a sombra.
Após tudo isso sua peça se torna única, com as cores que você mais gosta. Você pode ousar mais ainda customizando a peça já com spikes ou adereços de sua preferência.
Gostou da Dica?
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