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quarta-feira, 20 de maio de 2015

Você sabe o que é cânhamo?

Não devíamos ter deixado chegar a esse ponto. Os sinais estavam cada vez mais evidentes e sempre houve alternativas ao nosso modo de vida despreocupado e desrespeitoso quanto ao meio ambiente. De modo que hoje, não temos outra opção senão viver de modo sustentável.



A indústria têxtil poluí de várias formas, danificando ar, solo, água, consumindo exageradamente recursos naturais e usando componentes químicos tóxicos que nos causam doenças. Mas o que fazer já que todos nós precisamos nos vestir?



Sabemos que há opções que agridem e gastam muito menos. Mas há barreiras, como o preconceito e a falta de produtos, que nos mantém “reféns” da indústria “convencional”.
O cânhamo, derivado da Cannabis Ruderallis, não tem princípios psicoativos  (achou que essa também desse barato, né?) – diferentemente da Cannabis Sativa. Então qual é o empecilho??


O uso da fibra cânhamo para a produção de tecidos é antiiiiigaaa... Há amostras da China de 8 mil a.C. Se trata de uma fibra muito resistente, mais barato e muito mais versátil – ela se mistura muito bem com outros tipos de tecidos, naturais ou artificiais, e reproduz o que outras matérias-primas produzem, mas com resultado melhor. Além disso, há mais de 25.000 usos para o cânhamo. Um desses usos é a fitorremediação – funciona como descontaminante do solo, eliminando estabilizando ou tornando inativas substâncias danosas, tóxicas, como pesticidas, por exemplo.
As primeiras calças jeans da Levi’s foram feitas com cânhamo; fora do Brasil há marcas que fazem ou já fizeram uso desse material na produção de suas peças, como Adidas e Armani.




A utilização da fibra do cânhamo para a produção de roupas gasta muito menos água, energia elétrica e economiza outros recursos naturais. Sem falar que beneficia quem veste já que essa fibra também funciona como protetor térmico, ou seja, nos dias de frio, você se sentiria mais aquecido e nos dias de calor, mais fresco; além de proteger mais contra os raios nocivos do sol – o que seria mais uma alternativa para quem sofre com problemas de pele sensível, tem câncer de pele ou albinismo. Além disso, o plantio e todo o processo para separação da fibra até a produção e vendas dessas peças geraria muito mais emprego e movimentaria a economia desse setor. Pois é, são tantos os benefícios assim eu só posso pensar que ainda não produzimos esse material aqui no Brasil por falta de inteligência mesmo.
Claro que essa falta de apoio não impediu algumas pessoas sensatas a encontrar um meio de fazer uso desse recurso aqui no Brasil. As empresas Kanham.us e ECOLoja já vendem roupas e tênis feitos com a fibra do cânhamo. Na ECOLoja, localizada no interior de São Paulo, é possível encontrar modelos legais de tênis produzidos assim e diversas outras peças feitas de modo sustentável. Já na Kanham.us – primeira empresa no Brasil a investir no cânhamo como matéria-prima de sua produção – você encontra diversas peças bem descoladas feitas  aqui com  cânhamo importado da China (onde a Lei antidrogas é bem rígida) , já que no Brasil o plantio é proibido, e outras peças específicas importadas de grifes que também fazem uso do cânhamo no exterior.




Apesar da produção com cânhamo ser mais barata, aqui os preços podem não ser ainda tão atraentes, pois a matéria-prima tem que ser importada e não há competição entre marcas, já que são pouquíssimas que ofertam esse tipo de produto. Permitindo o cultivo aqui no Brasil, com o aumento da procura por produtos ecológicos e com produção mais barata, haveria mais um mercado sustentável no país e o produto final poderia ser vendido por preços muito mais competitivos – melhor para o consumidor, para a economia, para a moda e para o meio ambiente!


Então, pra você que não se agarra a preconceitos inúteis e quer estar devidamente informado para formar sua opinião e também  se interessou por conhecer a EcoLoja e a Kanham.us, seguem alguns links que podem se do seu interesse: http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=42241&op=all; 
http://edemocracia.camara.gov.br/web/espaco-livre/forum/-/message_boards/message/990590 ;
https://www.ecoloja.art.br/index.php;
http://www.kanham.us/



segunda-feira, 30 de março de 2015

Nós

Padrão de beleza! Está aí uma expressão super descabida.  Mas infelizmente essa ainda é uma busca de homens e mulheres que ultrapassam os limites do que é saudável para ter uma aparência, às vezes, muitooo diferente da que já tem.
Um exemplo que me deixou PAS-SA-DA foi o da Kylie Jenner - ela virou outra pessoa!

Claro que, embora impactante, o que ela fez nem se compara aos exemplos dos "Kens e Barbies humanos" que fazem de tudo - arrancam costela, fazem duzentas mil plásticas, param de comer e gastam fortunas para tentar ficar o mais parecidos que puderem com BONECOS!!! Inclusive, um desses obcecados foi parar na UTI outro dia...pra ficar com essa aparência horrendaaaa.


Tentar melhorar a própria imagem, ficar mais bonito ou bonita através de exercícios, cosméticos, melhorando ou mudando o estilo de se vestir, fazer alguma cirurgia plástica, ok, mas desde que isso seja feito com bom senso, de maneira segura e respeitando os limites que devem ser respeitados. 
Eu bem sei como é difícil ser sempre segura e indiferente quando, pra onde quer que olhemos - outdoors, revistas, televisão, internet... - há inúmeeeeras mulheres "aparentemente" "perfeitas". Sem estrias, sem celulite, sem gordura localizada, com seios grandes, bumbum durinho e empinado, barriga sequinha, cabelos maravilhosos, sorrisos incríveis, olhos claros, bronzeado num inverno de 10ºC...Ufa! É fod...! Ainda mais quando você já tem baixa autoestima.
Mas não é todo mundo que se submete à "faca" em busca da aparência "perfeita". Outro dia eu, que sou magrelinha (mas queria ter corpão), fiquei bem felizinha quando reparei em duas mulheres gatíssimas que nunca colocaram silicone, nem nos seios, nem na bunda; nem comem batata-doce o dia todo pra ficar tipo Panicat e, mesmo assim - naturais, são maravilhosas: Camila Pitanga e Sophie Charlotte. Devo admitir que eu fico muitooo feliz quando vejo esse tipo de beleza sendo valorizada num país que celebra tanto o exagero nos corpos femininos. Eu não me refiro à valorização da magreza, me refiro à valorização de corpos reais! Não vejo nada demais em querer se cuidar, se melhorar, Eu mesma estou há tempos tentando engordar uns quillinhos. E sempre tem um monte de gente que me diz que eu não preciso, que estou bem assim, mas eu não estou no meu peso ideal e é isso que quero alcançar, sem fazer loucuras, respeitando os limites do meu corpo.
Conheço um mulher linda, super segura de si, que faz muitooo sucesso - agora - com os homens e é gorda. Falei que ela faz sucesso agora, porque isso só aconteceu depois que ela começou a se amar e a se cuidar, aceitando-se como é! Ela sempre foi gorda, em uma época mais, em outra menos. Mas quando ela parou de se lamentar e de tentar dietas mirabolantes - que nunca davam certo - e começou a se valorizar  tudo mudou, para melhor.
Sendo assim, resolvi mostrar algumas mulheres que fazem sucesso na moda e  nas passarelas sem ter aquela imagem de top model com a qual já estamos acostumados.

Denise Bidot, foi a primeira modelo plus-size a desfilar na passarela da New York Fashion Week

Winnie Harlow, modelo. Ela, como é evidente, tem vitiligo e desfila por passarelas do mundo todo e já fez campanhas pra marcas  muito famosas como a Diesel.

Carmem Dell'Orefice, a mais velha modelo em atividade. Foi capa da Vogue pela primeira vez aos 15 anos. E hoje, aos 83, pode ser vista em campanhas para a Rolex e a Target.

 
Jillian Mercado tem distrofia muscular e é modelo.



Jamie Brewer, atriz de American Horror History, foi a primeira modelo com Síndrome de Down a desfilar na New York Fashion Week.


Elas são inspiradoras! Queria eu ter essa segurança... 
Que elas sirvam de exemplos para todos nós!



segunda-feira, 16 de março de 2015

Eeeeeee!!!!




É isso aí! Agora é se inscrever e fazer aquele look lindooo pra concorrer na 7ª edição do Concurso de Moda Inclusiva.

segunda-feira, 9 de março de 2015

Uau!

 Eu não consigo me conformar com a intolerância e com tamanha ignorância, principalmente porque, como nunca, temos acesso a informação. Mas parece que quanto mais conectados estamos, mais alienados ficamos. É tudo 'num clic' e, muita gente, só lê uma nota ou escuta um trecho de uma conversa de bar; lê apenas o título de algum post e já acha que tem parâmetros suficientes para ter alguma opinião sobre determinado assunto.
Eu sei, aqui não é lugar para desabafar, mas estou teclando sem ter feito rascunho, simplesmente guiada pela minha indignação.
Hoje, navegando pelo site da Folha, li: Garotas têm seus véus puxados em Paris- já fiquei enojada. Eu sei que, recentemente, houve aquele atentado ao Charlie Hebdo e isso desencadeou ainda mais reações de ódio contra muçulmanos, mas nada justifica essa falta de respeito, assim como nada justifica o atentado. Inclusive porque, embora mais conhecidos, os "muçulmanos" que praticam terrorismo fazem parte de uma minoria dentre os seguidores do Islã. Mas assim como muita gente acha que todo muçulmano ´terrorista ou é simpático ao terrorismo, o que não é verdade, muita gente também acha que as vestimentas femininas islâmicas são símbolos de opressão da mulher, mas esse é outro equívoco. O traje islâmico para mulher é o exercício do direito dela de não ser igual às outras, de não "precisar" expôr seu corpo, e, principalmente, de se posicionar como cidadã muçulmana onde quer que esteja, seja no Ocidente ou no Oriente. Esse traje simboliza com muita precisão o sentido de identidade visual, pois através dela, a mulher mostra que é muçulmana e transmite também os valores que carrega.  Em um dos trechos da matéria da Folha, um das garotas que teve seu lenço  puxado, diz que ama usar seus lenços e que o lenço é 'uma reafirmação da fé e do estilo' dela. Achei lindo! Eu sou muçulmana, moro no Brasil desde sempre e não uso o lenço, Quero muito que um dia eu tenha a coragem que essa menina tem. Depois do que aconteceu, ela comprou mais 15 lenços.
Conheço muitas mulheres que já foram vítimas de preconceito e de violência verbal e física por estarem usando lenço, niqab (véu que deixa somente os olhos à mostra), inclusive minha madrasta, que usa o niqab. Eu até já presenciei algumas ridículas manifestação de preconceito que ela e meu pai sofrem, sem falar dos olhares de reprovação que lançam aos dois (meu pai usa as vestimentas islâmicas masculinas e a barba comprida) - muitos falam: você está no Brasil. Não precisa usar essa roupa aqui. Isso é vergonhoso e inaceitável! Mas minha madrasta sempre calma, segue andando e ignora esses comentários. Agora eu pergunto: essas manifestações também não são formas de terrorismo? Eu me sinto envergonhada por não usar o véu, por não apoiar a atitude e a coragem das minhas irmãs. E como grande apreciadora da moda me sinto muito decepcionada em ver o péssimo exemplo que o país que sempre influenciou a moda mundial, está dando. Pois a questão vai além dos véus puxados, já que a França multa em 150 Euros as mulheres que usarem niqab - isso sim é opressão!
A inclusão na moda também se aplica a cada indivíduo ter o direito de exercer sua individualidade com um estilo que tenha a ver com  a sua personalidade, com seus gostos e valores.


quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

1º Curso de Moda Inclusiva

Aaaaahhhhhhhhh, até que enfim!!!!
Desde que começamos a pesquisar sobre moda inclusiva perguntávamos a todos os profissionais com quem conversávamos sobre o assunto como ainda não havia nenhum curso de moda inclusiva, fosse técnico ou universitário. Inclusive a falta de conhecimento nesse quesito era tanta que alguns profissionais de moda renomados com quem já conversamos nem sequer entendia o tema (PASSADA!).
Pois bem, responsável também pelo Concurso de Moda Inclusiva, que acontece anualmente há 06 anos, a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência - SP, abriu inscrições para o 1º Curso de Moda Inclusiva, que começa em março e tem duração de 3 meses. Infelizmente, as vagas eram limitadas e as inscrições estão encerradas, mas o importante é que foi dado mais um passo importante para a moda brasileira, em prol dos direitos e de melhor qualidade de vida da pessoa com deficiência e do indivíduo com mobilidade reduzida e pela inclusão. E que essa seja a primeira de muitas turmas! Estamos na torcida e atentos para as novidades que vierem a seguir.
Para mais informações: minclusiva@sedpcd.sp.gov.br e http://modainclusiva.sedpcd.sp.gov.br/.





sábado, 20 de dezembro de 2014

Todos somos belos



Este momento da moda realmente me agrada, e muito! É claro que quanto ao vestuário só vemos releituras e mais releituras. Não vemos mais criações, novidades de fato. A não ser nas misturas que antes eram absurdas e agora são tendências, como usar estampa com estampa, jeans com jeans, conjuntinho; misturar tecidos e estilos em um mesmo look. Na maquiagem também há mais liberdade agora. O que antes era ousado agora é super visto por aí.

Mas eu me refiro mesmo à questão das diferenças. Elas não ficam mais só fora das passarelas. Claro que as modelos altas e magricelas ainda reinam, mas temos muitos modelos diferentes que fazem muito sucesso e abrem caminho para tantos outros que antes nem imaginariam modelar como opção de carreira. Já falamos de alguns aqui no In Moda:

Este é Stephen Thompson, o modelo albino da Givenchy que posou em uma campanha estrelada também pela modelo transsex Lea T.


Lea T.


Outra modelo de quem falamos aqui no blog é a Aimee Mulins que além de ser modelo também é atriz e atleta.

Aimee Mullins


A modelo da vez é a Cara Delivnigne, que também é o rosto da Saint Laurent. Apesar de ter os padrões físicos da maioria das outras tops, a Cara tem uma característica muito forte: as sobrancelhas! Eu tenho sobrancelhas grossas e bem escuras, pretas mesmo, e sofria altas zoações no colégio por conta disso. Quando enfim eu comecei a depilar as sobrancelhas, de tanto que me zoaram, eu as deixei bem finas. E mantive assim durante um bom tempo. Quando as deixei mais grossas novamente teve quem achasse estranho, mas agora a maioria gosta; agora é moda. 


Cara Delevingne


Como não é só de magricelas que o mundo é habitado, não podíamos deixar de mostrar algumas modelos mais cheinhas que também arrasam no carão e nas passarelas.Como a modelo brasileira Fluvia Lacerda.

Fluvia Lacerda



Escrevendo este post me lembrei de uma propaganda que assisti há algum tempo e que me emocionou muito!Falei dela pra várias pessoas. É uma campanha da Dove. No vídeo um desenhista forense faz o retrato falado de várias mulheres, primeiro seguindo a descrição que elas fazem de si mesmas e depois seguindo a descrição de pessoas que passaram algum tempo com cada uma delas. O resultado é lindo e emocionante, vale a pena conferir:






sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Sem cor, com raça!


Stephen Thompson

Pesquisando sobre albinismo, descobri uma série de fatores que me surpreenderam! Antes, eu sabia que os albinos tem falta de pigmentação na pele, nos cabelos e/ou nos olhos e que eles tem que tomar ainda mais cuidado com o sol, porque as áreas do corpo com menos pigmentação são muito mais sensíveis aos raios solares. Mas tudo isso é óbvio, em todo o verão sempre rolam as campanhas para que nós nos protejamos dos raios solares, sabemos  que quem tem pele mais clara tem que usar protetores com fator mais alto, etc. Mas quando eu, eventualmente, via pela rua algum albino, eu achava lindo e achava que todo mundo pensasse como eu. Mas não! Descobri que na Ilha de Ukerewe, na Tanzânia, por exemplo, eles são capturados e tem partes do corpo arrancadas para a prática de rituais de bruxaria e na África, não sei bem se é em todo o continente ou em uma determinada região, muitos acreditam que fazer sexo com uma mulher albina cura o HIV, então muitas mulheres albinas lá são vítimas de estupro!



Aqui no Brasil não fiquei sabendo de nenhum caso envolvendo rituais ou superstição, mas a situação também não é legal. Não se sabe ao menos quantos são os albinos brasileiros, eles não recebem suporte do governo e recentemente li uma entrevista em que um albino disse que foi a uma consulta médica em que o médico lhe perguntou desde quando ele era albino. Um médico não sabia que o albino já nasce assim. Esse mesmo rapaz, da entrevista que li, disse que começou a tomar suplemento vitamínico porque a falta de banhos de sol contribui para a redução de vitamina E no organismo e nenhum médico lhe alertou quanto a isso, sem falar que ele paga cerca de R$200,00 em camisas com proteção solar.

Procurei por roupas com proteção solar e descobri algumas marcas que fabricam peças com tecidos que tem alto fps , como a Sun Cover (www.suncover.com.br) que promete bloquear 98% ou mais dos raios UVA e UVB e tem tecido que facilita a transpiração e mantém a temperatura do corpo sem elevação. Visitei o site da marca para conferir os preços das peças, são altíssimos! Um chapéu básico custa R$ 110,00 e uma regatinha branca feminina também suuper básica custa R$115,00!!!


Há uma ONG no Mato Grosso do Sul e um na Bahia que dão assistência aos albinos, apenas!

Visitando um site que eu gosto muito, o Hypeness : www.hypeness.com.br, vi uma série de fotos de um fotógrafo  chamado Alexandre Severo. Ele registrou alguns momentos de três crianças albinas, duas meninas e um menino, filhas de uma mulher negra, mãe de outras duas crianças que não são albinas. As fotos são emocionantes! Essa família é pobre e mora em uma favela na cidade de Olinda, em Pernambuco. A mãe diz que o sonho deles é o PhotoDerm 100, protetor solar que custa R$96,00 e dura apenas três semanas. Em uma das fotos, o menino foi retratado correndo na rua em um dia ensolarado, com um sorriso enorme no rosto, querendo ser criança, sem precisar fugir ou se esconder do sol. As fotos são lindas e no mesmo site tem outros posts sobre albinos, além de diversos outros temas interessantíssimos. Graças às fotos ( Alexandre Severo) e à matéria feita pelo jornalista João Valadares, que foram publicadas no Jornal do Commercio, em Pernambuco, essa família recebeu ajuda. Mas imaginem que deve haver muitas outras pessoas que também não tem condições de comprar filtro solar, óculos de grau  (por conta dos problemas de visão que aparecem por causa da falta de pigmentação nos olhos), óculos escuros com fps( para prevenção contra problemas de visão) e roupas com proteção solar  e  que também não recebem assistência alguma e, às vezes, ainda são vítimas de preconceito.
Família fotografada por Alexandre Severo

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Entrevista: Arlindo Grund



Entrevistamos o Arlindo Grund, apresentador do programa Esquadrão da Moda do SBT e consultor de moda. Essa é apenas uma das muitas entrevistas que, se Deus quiser, vocês vão conferir aqui no In Moda.


Queremos aproveitar aqui a opinião do Arlindo sobre moda inclusiva e lançar a primeira enquete do blog. Então, assistam e, nos comentários, digam se vocês concordam ou não com ele e o que vocês acharam da entrevista.

domingo, 26 de maio de 2013

Do Yourself ¤


DOMINGO EM CASA? HORA DE COSTUMIZAR!

Cansado (a) daquela peça de roupa simples e básica no seu guarda roupas?!
Temos a dica para deixa- la linda e única!
Já ouviu falar no efeito degrade em tecidos?

 

 

Um efeito lindo que sempre foi usado em maquiagens e unhas, agora passa a inovar em tecidos.

 

O que você precisa para fazer a sua: Tinta para tecidos (você decide a cor); Vinagre; Sal e Água.
Para você brilhar com a sua peça nova, só que não, basta mergulhar a peça escolhida dentro de um balde com a tinta até a altura que quer fazer o degrade, e deixe a peça assim durante 40 minutos. Depois disso, enxague a peça com bastante água.

Prepare um balde com água, 4 colheres de sal e 1 colher de vinagre e coloque a peça dentro, deixando de novo 40 minutos para fixar a cor. Enxague a peça novamente e ponha para secar a sombra.


 




Após tudo isso sua peça se torna única, com as cores que você mais gosta. Você pode ousar mais ainda customizando a peça já com spikes ou adereços de sua preferência.

 
 
Gostou da Dica? Comente!

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Arrasandoooooo!!!

Segundo o Instituo Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), o Censo 2010 revelou que há 60 mil casais gays no Brasil, estimativa que já deve ter aumentado. Segundo grupos militantes existem de 6 a 10 milhões de homossexuais no país. Mesmo assim, os gays ainda sofrem muito preconceito! Conheço pessoas que acham que todo o gay se veste com roupas de mulher, usa maquiagem, fala fino, usa salto alto... Hahahahahhahahah. Mal sabem eles que devem ter amigos gays que não dão a menor pinta! Pensando em mostrar que o universo gay reúne pessoas de diversos estilos, resolvemos mostrar aqui três tipos beeem diferentes.






O primeiro faz a linha "mafará", consegue até passar despercebido, mas não se deixem enganar pelo estilo de boy comum. Ele gosta de jeans mais básico, regata e boné mesmoooo, tipo adolescente. 

Já o segundo, ou eu deveria dizer: a segunda? Hahahahahahahhaha. Enfim, ele é nitidamente e assumidamente andrógino. Ele arrasa no look! Usa maquiagem, calça justinha... Enfim, nós meninas nos beneficiamos de amizades assim, já que é uma fonte de looks bafoos que podemos pegar emprestados!!!

O terceiro faz a linha geek, mas varia de vez em quando, sempre optando por looks mais alternativos. Ele reinaaaa na gravatinha borboleta e nos óculos, sempre variados! Sem falar que suspensórios são babadeirooosss!


Filipe, Hiago e Lucas

Pois é, os três tem estilos e gostos bem diferentes, mas são amigos.  Sabemos que nem todo mundo é pró-gays, mas educação e respeito é o mínimo que devemos ter em uma sociedade civilizada. Infelizmente, temos que, vergonhosamente, encarar o fato de que nem todos os integrantes dessa sociedade são civilizados. Mas nós aqui do In Moda levamos a inclusão à sério e fazemos a nossa parte. Aqui há espaço para todos, mesmo!

sábado, 11 de maio de 2013

Entrevista com : Daniela Auler



Lucas e Samya (In Moda)





Fizemos uma entrevista com a Daniela Auler, coordenadora do Concurso de Moda Inclusiva promovido pela Secretaria dos Direitos da pessoa com Deficiência do Estado de São Paulo. Como já dissemos aqui, esse ano acontece a quinta edição do evento, desta vez, Internacional.

Essa entrevista você confere abaixo!


In Moda: Daniela, como surgiu a ideia de criar o Concurso de moda inclusiva?

Daniela Auler: Foi uma iniciativa do governo do estado de São Paulo quando na época da gestão do Serra, ele fez uma reunião para saber que faltava ser feito em relação à pessoa com deficiência. Ele tinha criado a Secretaria Municipal, ai ele criou a Estadual. Quando teve o planejamento do que precisava, foram discutindo alguns pontos: como levar a questão de saúde e acessibilidade, por que existe ainda certo preconceito, a gente já evoluiu muito, mas ainda tem uma barreira cultural ai. E fora que um dos trabalhos que a secretaria exerce secretaria é oferecer para a pessoa com deficiência todos os bens e serviços a que a pessoa sem deficiência tem acesso, poder oferecer esses bens e serviços, e o vestuário é um bem, é um serviço que a gente tem que oferecer para as pessoas.
O concurso, primeiro era só para estudantes, hoje é para estudantes e profissionais do Brasil inteiro. Estamos levando isso para uma parte da sociedade que trabalha com padrões de beleza, que hoje em dia é super colocado na moda. O que são esses padrões? Para a onde a moda está indo? Então estamos também em um momento de repensar a moda mundial. E além disso,está sendo oferecido um novo segmento de mercado para essas pessoas.

In Moda: Também vem sendo feita moda inclusiva fora do Brasil há algum tempo, não é?

Daniela Auler: A gente criou um concurso de moda inclusiva para estimular os alunos a pensarem nesse caso, tinham algumas pessoas que faziam pontualmente alguma coisa ao longo do Brasil e fora também. A gente mapeou, então tinha uma empresa em Portugal que já começava a trabalhar isso, duas empresas na Alemanha, tudo começando ao mesmo tempo em que a gente, só que essa criação do concurso de moda inclusiva, aqui no Brasil, estimulou e esta fomentando o mercado para isso. Então, hoje quando você fala em moda inclusiva se você for no Google por exemplo, nossa ferramenta mágica, você já vê varias pessoas falando sobre moda inclusiva, você já vê blogs e sites.também algumas participantes do concurso que estão realizando marcas e-commerce.

In Moda: E quais sãos as soluções que a moda inclusiva traz para os portadores de deficiência? Por exemplo: como faz para adaptar essas roupas, fica caro?

Daniela Auler: Então, a gente está estudando essa questão da moda inclusiva, a cada ano a gente ganha um pouco mais de experiência. Em relação às pessoas com deficiência a ideia é que haja uma moda no conceito do desenho universal, para todos em qualquer ciclo de vida da pessoa. Então, hoje em dia nos também ficamos mais velhos, a expectativa de vida do ser humano e maior, então a gente fica mais tempo idoso e a gente acaba adquirindo alguma deficiência... Uma moda que também é utilizada pela mulher grávida, se eu quebro um braço... Mais ou menos igual à questão da calçada quando você rebaixa, para pessoa com deficiência, a sociedade inteira é beneficiada. Na moda também funciona assim, você pode optar por ter ou não esse conforto. Trabalhar tecidos tecnológicos, cicatrizantes, usar um pouco da tecnologia do esporte para isso, para a pessoa que está na cadeira de rodas, às vezes o suor fica retido no tecido e ela pode ter uma pneumonia... Enfim, modelagens diferenciadas que facilitem. Eu moro sozinha, então às vezes, para vestir um vestido de festa – gente, eu quero morrer! - Penso: Gente vou ter que sair na rua para alguém fechar o meu vestido. Não é legal. Então, é muito importante ter coisas que facilitam e ajudam a dar independência e autonomia.

In Moda: Daniela, muito obrigada por nos receber e nos ceder essa entrevista. Parabéns pela iniciativa e pelo trabalho que você e sua equipe realizam!

Daniela Auler: Eu queria dizer que acho muito legal o trabalho que vocês estão fazendo, nessa questão de uma responsabilidade social, a busca de uma sociedade mais justa. Quero parabenizar vocês e falar que qualquer coisa que vocês precisarem nós aqui da secretaria do Estado de direito da pessoa com deficiência, estaremos à disposição.

 


 
Daniela Auler





 

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Super Woman


Hoje vamos falar sobre uma mulher incrível! Um verdadeiro exemplo de beleza, competência e superação – a atleta, modelo e atriz Aimee Mullins!

Aimee nasceu sem os perônios,ossos que estão ao lado das fíbias, e por decisão dos pais realizou uma cirurgia e teve suas pernas amputadas, dos joelhos para baixo, com apenas um ano de idade. Essa corajosa atitude e o fato de Aimee ter se adaptado muito bem as próteses livraram-na da cadeira de rodas.
                                                                   
 

Ela sonhava em ser atleta e começou a realizar esse sonho competindo em corridas, com próteses especificas para praticas esportivas, nos tempos de universidade.Aimee foi muito disciplinada e investiu mesmo na carreira de atleta, tanto que quando competiu nos Jogos Paraolímpicos de Atlanta, em 1996, ela conquistou 3 recordes - 100 e 200 metros rasos e salto distância.

 



Convidada para desfilar para o designer Alexander McQueen, Aimee começou a fazer sucesso como modelo e também se tornou embaixadora mundial da L’Oreal Paris e foi também o rosto de uma das campanhas da marca. Alem disso, a bela entrou para a lista das 50 pessoas mais bonitas do mundo da Revista People.
 
 
Cheia de talento, em 2002 ela, participou do filme “Cremaster 3”, do diretor Matthew Barney.
 
 
Uma curiosidade de Aimee,ela adora próteses descoladas e diferentes,ela sempre leva em suas viagens as ‘’suas relíquias ’’.
 
 
 
Que como podemos ver, podem ser consideradas verdadeiras obras de arte !
 
“O que significa ter uma deficiência? Pamela Anderson tem mais próteses em seu corpo do que eu e ninguém a chama de deficiente”, disse Aimee em um de suas entrevistas. Fonte : ABC-ES.

 

segunda-feira, 29 de abril de 2013

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Hoje vou falar sobre duas tendências outono-inverno que estão dando o que falar.

Vou começar pelos creepers! Com solado reto de plataforma, eles foram criados para os soldados da Segunda Guerra Mundial, mas logo caiu no gosto dos rockabillies, os Teddy Boys. Depois começaram a ser usados pelos punks de Londres e mais tade, nos anos 90, os clubbers deram uma cara ainda mais extravagante ao sapato. Resgatado por alguns e nunca deixado de lado por outros; e com inúmeras opções de modelos, os creepers estão nas vitrines e nos pés de muitos fashionistas.

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Há quem goste e há quem torça o nariz, mas uma coisa é certa: os creepers são tendência! Então, aqui vão alguns exemplos de como usá-los de diversas formas e sem erro!


 
 
 
Agora vamos ao floppy! Esse chapéu ba-pho-ni-co foi febre nos anos70 e muito usado por ícones como Brigitte Bardot. Agora ele está de volta enchendo de charme looks de mulheres estilosas pelo mundo todo!
 
 
 
 
 
 
 
 
 

sábado, 27 de abril de 2013

Meninos, é tempo de ousar!


Entre tantas roupas,você ainda teima em esconder(ou nem olhar para) a estampa de ‘’Bolinhas’’ ? Chega!!!
 

A estampa Poá (bolinhas),originalmente conhecida por Polka Dots ou Petit-Pois, foi uma estampa que marcou presença no guarda roupas feminino nos anos 50,usadas freqüentemente em roupas e biquínis.

E com o tempo a estampa volta à tona, e em 2013 a estampa Poá é moda nos looks masculinos,esbanjando suas principais características: versatilidade,e atitude.







http://www.facebook.com/home.php#!/modaparahomens?fref=ts


 As possibilidades de uso desta estampa são inúmeras, desde looks formais até casuais.Passando por gravatas, lenços, cachecóis, camisas, camisetas e até mesmo calças. No caso dos lenços, gravatas e cachecóis não há muito como errar, como qualquer outra estampa, fica ótima sobreposta a cores neutras.




Então compre a sua já, e arrase em todos os lugares !