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sábado, 11 de maio de 2013

Entrevista com : Daniela Auler



Lucas e Samya (In Moda)





Fizemos uma entrevista com a Daniela Auler, coordenadora do Concurso de Moda Inclusiva promovido pela Secretaria dos Direitos da pessoa com Deficiência do Estado de São Paulo. Como já dissemos aqui, esse ano acontece a quinta edição do evento, desta vez, Internacional.

Essa entrevista você confere abaixo!


In Moda: Daniela, como surgiu a ideia de criar o Concurso de moda inclusiva?

Daniela Auler: Foi uma iniciativa do governo do estado de São Paulo quando na época da gestão do Serra, ele fez uma reunião para saber que faltava ser feito em relação à pessoa com deficiência. Ele tinha criado a Secretaria Municipal, ai ele criou a Estadual. Quando teve o planejamento do que precisava, foram discutindo alguns pontos: como levar a questão de saúde e acessibilidade, por que existe ainda certo preconceito, a gente já evoluiu muito, mas ainda tem uma barreira cultural ai. E fora que um dos trabalhos que a secretaria exerce secretaria é oferecer para a pessoa com deficiência todos os bens e serviços a que a pessoa sem deficiência tem acesso, poder oferecer esses bens e serviços, e o vestuário é um bem, é um serviço que a gente tem que oferecer para as pessoas.
O concurso, primeiro era só para estudantes, hoje é para estudantes e profissionais do Brasil inteiro. Estamos levando isso para uma parte da sociedade que trabalha com padrões de beleza, que hoje em dia é super colocado na moda. O que são esses padrões? Para a onde a moda está indo? Então estamos também em um momento de repensar a moda mundial. E além disso,está sendo oferecido um novo segmento de mercado para essas pessoas.

In Moda: Também vem sendo feita moda inclusiva fora do Brasil há algum tempo, não é?

Daniela Auler: A gente criou um concurso de moda inclusiva para estimular os alunos a pensarem nesse caso, tinham algumas pessoas que faziam pontualmente alguma coisa ao longo do Brasil e fora também. A gente mapeou, então tinha uma empresa em Portugal que já começava a trabalhar isso, duas empresas na Alemanha, tudo começando ao mesmo tempo em que a gente, só que essa criação do concurso de moda inclusiva, aqui no Brasil, estimulou e esta fomentando o mercado para isso. Então, hoje quando você fala em moda inclusiva se você for no Google por exemplo, nossa ferramenta mágica, você já vê varias pessoas falando sobre moda inclusiva, você já vê blogs e sites.também algumas participantes do concurso que estão realizando marcas e-commerce.

In Moda: E quais sãos as soluções que a moda inclusiva traz para os portadores de deficiência? Por exemplo: como faz para adaptar essas roupas, fica caro?

Daniela Auler: Então, a gente está estudando essa questão da moda inclusiva, a cada ano a gente ganha um pouco mais de experiência. Em relação às pessoas com deficiência a ideia é que haja uma moda no conceito do desenho universal, para todos em qualquer ciclo de vida da pessoa. Então, hoje em dia nos também ficamos mais velhos, a expectativa de vida do ser humano e maior, então a gente fica mais tempo idoso e a gente acaba adquirindo alguma deficiência... Uma moda que também é utilizada pela mulher grávida, se eu quebro um braço... Mais ou menos igual à questão da calçada quando você rebaixa, para pessoa com deficiência, a sociedade inteira é beneficiada. Na moda também funciona assim, você pode optar por ter ou não esse conforto. Trabalhar tecidos tecnológicos, cicatrizantes, usar um pouco da tecnologia do esporte para isso, para a pessoa que está na cadeira de rodas, às vezes o suor fica retido no tecido e ela pode ter uma pneumonia... Enfim, modelagens diferenciadas que facilitem. Eu moro sozinha, então às vezes, para vestir um vestido de festa – gente, eu quero morrer! - Penso: Gente vou ter que sair na rua para alguém fechar o meu vestido. Não é legal. Então, é muito importante ter coisas que facilitam e ajudam a dar independência e autonomia.

In Moda: Daniela, muito obrigada por nos receber e nos ceder essa entrevista. Parabéns pela iniciativa e pelo trabalho que você e sua equipe realizam!

Daniela Auler: Eu queria dizer que acho muito legal o trabalho que vocês estão fazendo, nessa questão de uma responsabilidade social, a busca de uma sociedade mais justa. Quero parabenizar vocês e falar que qualquer coisa que vocês precisarem nós aqui da secretaria do Estado de direito da pessoa com deficiência, estaremos à disposição.

 


 
Daniela Auler





 

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Entrevista com Drika Valério

Como já dissemos  e mostramos antes aqui no blog, a vencedora da 4ª edição do Concurso de Moda Inclusiva, que rolou ano pasado foi a Drika Valério. Mas nós não podíamos ficar só nas fotos, então você confere abaixo a entrevista que fizemos com ela.


Drika
 

In Moda- Drika, como surgiu a ideia do vestido de noiva que você levou ao desfile do Concurso?

Drika - Bom,  tudo surgiu na época do TCC. E eu louca com um monte de ideia, querendo fazer tudo ao mesmo tempo. E tava bem na época do casamento real e todo aquele glamour com o vestido da princesa, e eu: Gente, eu quero fazer um vestido de noiva! – Mas eu ficava pensando: um vestido de noiva... De que isso vai servir pro mundo? Né? Eu queria fazer  uma coisa diferente e não conseguia ter ideia de um vestido de noiva diferente. E colorido já existe, assim já existe e de arrancar a saia já existe. O que  é que eu vou fazer? Até que um amigo pegou e sugeriu: Por que é que você não trabalha...esquece isso e trabalha com moda inclusiva? Aí, eu fui atrás, aperfeiçoei a ideia e falei assim: Não, eu não vou abandonar o que eu queria. Então vamo unir o útil ao agradável. Vamo trabalhar com moda inclusiva, mas de um jeito que chame a atenção: vestido de noiva! Que é uma coisa que ainda não tem! Aí, eu resolvi fazer um vestido de noiva inclusivo, só que focado pra inclusão, que é o que o pessoal ainda não entende hoje em dia. Inclusivo não é roupa pra deficiente, é roupa também pra deficiente, é pra todos! Que tanto uma pessoa sem deficiência ou com deficiência vai poder usar. Aí é que tá o diferente.

In Moda - Resolvida essa parte, como foi o processo de execução dessa ideia?

Drika - Eu não tive um centavo de gasto em toda essa ideia e nem quando eu vim pro concurso também. Eu podia pedir pra minha mãe pagar a passagem, e tudo, mas eu falei: Não é justo! Eu ganhei, então eu vou dar um jeito de ganhar as passagens também. – Com o vestido foi a mesma coisa. Eu tive a ideia do vestido, desenvolvi, desenhei, peguei um pedaço de um tecido, cortei e fiz pruma boneca, pra testar na boneca a peça piloto. Aí, falei: Vamo executar. Mas vamo fazer um vestido de noiva e vamo fazer bem feito. – Um vestido de noiva não é barato. Eu não tenho como pagar. O que é que a gente vai fazer? Fui lá, pesquisei as dez lojas de noiva que eu mais gosto em Bauru, que eu acho que são as melhores e falei: Vamo primeiro na melhor, aí depois a gente vai indo nas outras, né? Uma delas tem que topar. Não é possível tomar dez nãos, né? – E fui! Com a cara e com a coragem, sem saber nem o que pedir exatamente. Cheguei: Ó, meu projeto é esse. – Na primeira loja, que é a Lauviah Ateliê, lá de Bauru, na hora eles toparam! A melhor loja que eu achei, na hora eles assumiram a ideia e me ajudaram a desenvolver o croquí e fizeram o vestido... E descobriram que eu sei costurar, então  eu ajudei a costurar até certas partes do vestido por que é lógico que é complexo. E ele foi todo bordado com Swarovski e pérola sintética. Foi a coisa mais linda do mundo! Ficou um vestido de princesa mesmo. E depois eles me doaram o vestido porque ele tem que ficar pro acervo da Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiencia aqui de São Paulo. Ou eu mandaria fazer outro, que eu não tinha dinheiro , ou eu tinha que deixar esse vestido aqui. Aí eles me doaram o vestido, que ficou aqui.

In Moda - E o que torna esse vestido inclusivo?

Drika - Esse vestido foi projetado inteirinho em metodologias científicas,  na tecnologia assistiva, que consiste em pegar produtos que já existem e adaptar pra pessoas com deficiências; e no Design Universal. Então aliando a tecnologia com o design universal, que é aí que tá a grande inovação dele, que não tinha isso ainda. Aí pensei em fazer um vestido , que nesse caso, seria o vestido de noiva pra que qualquer pessoa do mundo pudesse usar. Assim, é lógico que nos extremos, você não vai conseguir agradar todo mundo e nem conseguir fazer com que caiba e se adapte a todo mundo, mas ao maior número de pessoas possível. E esse vestido, ele foi dividido em corpete que veste por cima, acabou. A saia, ela tem uma regulagem de elástico, então ela serve tanto pruma pessoa mais gordinha,quanto pruma mais magrinha. Então aí você já matou o tamanho de manequim, o corpete, a mesma coisa, ele é regulável atrás, então já serve pra manequins diferentes. E... o grande truque tá na regulagem da saia, que não sei se você lembra, no... no... concurso, que a própria modelo pega e puxa a regulagem da saia e deixa ela no comprimento que ela quiser longa, média ou curtinha. E no caso de pessoa com deficiência pra não pegar na roda ou até de uma pessoa amputada, que usa muleta também precisa subir o vestido ou no caso de uma noiva que quer curtir a festa com um vestido mais curtinho. Ela mesma vai lá e, né? Já vai curtir a balada da festa e depois  deixa ele longo de novo! Então, prático e serve pra qualquer tipo de pessoa. Nisso que eu me foquei, no design universal – mesmo!


In Moda - Um dos prêmios para o primeiro lugar do Concurso de Moda Inclusiva foi o estágio na Vicunha Têxtil. Mas você também ganhou há pouco tempo uma bolsa para um curso e ganhou ssa bolsa com um outro projeto em moda inclusiva. Fala um pouco a respeito disso.

Drika - Coincidiu da Bel Passi voltar para o Brasil e abrir uma escola de empreendedorismo no mês que ia estar aqui fazendo o estágio na Vicunha. E eu fiquei louca! Só que eu nunca ia ter condições de pagar. Aí eles falaram que iam dar dez bolsas. Eu falei: Nem vou participar. Porque é sorteio, depois eu fico frustrada por não ganhar. – Mas daí eles deram um critério de não sortear. De...Por competência. Então você tinha um prazo de seis dias para desenvolver, implantar e mostrar os resultados de um projeto e mandar pra eles.Imagina: seis dias pra você fazer um TCC! Foi muito corrido.Mais seis dias sem dormir, roletando e trabalhando o dia inteiro nisso. E eu tenho uma amiga que ela descobriu, faz um mês, que tá com câncer. E coincidiu dela ir numa loja, desesperada, procurando blusinha porque ela não conseguia vestir já que ela operou e estava com o movimento do braço restrito.Ela não conseguia fazer isso aqui (movimento que fazemos com o braço quando estamos para vestir uma blusa ou camiseta), tinha que ficar com o braço só assim (mais encostado ao corpo). Então ela só podia vestir a roupa por baixo. Blusinha, top, isso é muito difícil. Não tem como vestir blusa por baixo. Aí, lá vai eu com a tesoura, dar um jeito nas blusas dela. Aí eu fiz um top, uma que amarrava por trás e...e...pra ajudar ela. Como surgiu essa ideia do projeto? Falei: Por que não usar ela no projeto? E ajudar de verdade né,  todas as pessoas, não só ela; que passam por isso. Daí eu desenvolvi três peças em um dia, no outro dia eu costurei as três peças e elas são extremamente simples. Blusinhas que dá pra vestir por baixo, uma tem velcro aqui (do lado) pra não pegar na cirurgia dela, dá pra passar  dreno e não precisa erguer a mão; a outra é de amarrar atrás do pescoço e a outra é uma blusinha que tem dois lacinhos, então você veste por baixo, amarra aqui e aqui ( as alcinhas são de amarrar sobre os ombros) e acabou. Essas três peças que eu fiz, uma coisa bem simples, mas que facilita a vida, e muito! Nisso já consegui apoio d.. em seis dias, da Secretaria da Cultura de Bauru, da Amigas do Peito de Bauru, que é um grupo de apoio à mulheres com câncer. Nesses mesmos seis dias teve o dia que ela raspou a cabeça porque o cabelo ia começar a cair. O meu(cabelo) era aqui (quase na cintura), eu doei mais de trinta centímetros para fazer peruca para pessoas com câncer de Bauru tmabém. Nã foi só pra ela, a Amigas do Peito faz peruca pra emprestar pra quem não tem condições de comprar, então isso foi bem legal! E...ela me ajudou. Já teve amiga dela que falou: Eu vou ajudar também. - Já vestiu a blusinha, já me ajudou a fazer o video, a matéria pra mandar.Aí eu enviei o projeto e ganhei essa bolsa também. Dez do país e eu soube que foram mais de cento e cinquenta inscritos e todos projetos ótimos. E eu tive a graça de ganhar uma dessas dez bolsas. E muita gente vem e fala assim: Nossa, que sorte heim! – Eu falo: Não é sorte, é competência! É muito diferente. Sorte se eu ganhasse na loteria. Competência é outra coisa.

                                   Samya e Lucas(In Moda) e Drika Valerio


terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Entrevista: Fernando Lopes – Estudante de Educação Física (deficiente visual)

Em uma das turmas de Educação Física da universidade onde estudamos tem um aluno que chama a atenção não somente pela altura, mas também por ser deficiente visual. Imagine, realizar as tarefas de um curso como esse sem enxergar? Quantos de nós conseguiriam andar alguns metros com uma venda nos olhos sem tropeçar ou cair? Pois é... Agora, imagine como deve ser, para ele,  realizar outros tipos de tarefas como ir a uma loja comprar roupas? Esse estudante de educação física chamado Fernando Lopes nos contou. E essa entrevista você confere abaixo.



In Moda- Fernando, em que área da educação física você pretende trabalhar depois de formado?

 Eu pretendo trabalhar na área da educação especial, devido a algumas pessoas me procurarem, como pais com filhos deficientes visuais. Os filhos acabam sofrendo nas escolas com as atividades de educação física, acabam sendo excluídos por causa da falta de preparo de alguns profissionais.

In Moda- Fernando para você que tem deficiência visual, quais são as dificuldades que surgem na hora de comprar e escolher suas roupas e depois em casa para pegar no armário as peças que você quer?

Então,é assim, como eu já enxerguei e perdi a visão ao longo do tempo, tem uma memorização de tudo aquilo que eu vi quando eu enxergava. Então o que acontece? Quando eu perdi a visão, a primeira forma foi adaptar as coisas. Nem sempre vai ter uma pessoa à minha disposição pra eu falar : Ah, eu quero a roupa tal. Então, a opção foi separar , calças assim aqui; calças dessa cor ali, todas as camisas dessa cor, desse modelo, aqui...Você entendeu? Porque aí eu vou tateando,e  eu sei que caça tal vai estar lá e camisa tal também. Às vezes não acontece isso, mas na maioria das vezes é assim que funciona.

In Moda- E na hora de comprar essas roupas, como é que você faz, já que as lojas ainda não trabalham, por exemplo, com etiquetas em braile?

Então, na hora de comprar é junto com minha esposa ou junto com o meu amigo, que está aqui ao meu lado, o Mozart, que é um parceiro que está sempre comigo. É sempre perguntando pra ele como é que tá a tendência de moda, ele também já conhece um pouco do meu estilo, tipo de tênis que eu gosto, roupa...Mas quanto menos você depender, melhor pra você. Você sabe que sua capacidade vai aumentando, você vai a uma loja e não ter que pedir nada pro vendedor porque você sabe que vai colocar o dedo na etiqueta e vai ter a descrição do produto que você está procurando, entendeu? Isso é uma coisa muito benéfica, uma coisa maravilhosa que se vier a acontecer realmente vai ser muito bacana.

In Moda- Qual estilo de roupas você prefere?

Então, eu gosto muito de roupas em tecido tactel, tanto em calças, como em bermudas e bonés...É assim, tipo, eu não sou muito de usar jeans, eu odeio roupa social, só uso quando tenho que usar mesmo, em último caso. Então eu procuro sempre é...seguir nessa tendência...

In Moda- Esporte!

Fernando- Exatamente! Entendeu? Eu acho que é uma coisa que quando eu enxergava ficava muito bom e eu acabei adotando como um estilo fixo, entendeu?

Eu fiquei curiosa para saber se você já fez algum tipo de curso de mobilidade? (pergunta feita pela Carolina Custódio, que estava conosco durante essa entrevista)

Então, esse curso existe não se chama curso de mobilidade, ele se chama curso de AVDA – Atividade da Vida Diária.

Carol- Ah, que legal!

Fernando- É, um curso eu engloba várias coisas. Como guardar as coisas dentro da cozinha da sua casa, como você proceder para fazer um arroz, um feijão, um café... Tudo é técnica, porque você não vê, então você usa muito a técnica auditiva, o tato...Como você deixa as coisas na sala, no quarto, no guarda-roupas, no banheiro, entendeu? Aqui em São Paulo, a única Instituição que tem esse curso é a Fundação Dorina Nowill para cegos. A procura é muito grande, mas é uma coisa muito bacana.

In Moda- Eu fiquei sabendo que você arrasou em uma atividade de dança na faculdade. Como foi?

É,foi uma atividade de ginástica geral onde a gente tinha que desenvolver trinta e seis movimentos artísticos com e sem música. E aí, através dos professores- a nossa professor e o auxiliar de dança se propuseram a fazer comigo essa atividade , que não foi fácil! Tipo assim, eu não tinha final de semana porque tinha que ensaiar todo o dia, mas oi uma coisa bacana, emocionou a professora, que ficou chocada com os meus resultados. Ela não acreditava que seria possível isso acontecer. Ela até pediu desculpas, pois ela havia dito pro meu grupo que eles não conseguiriam realizar essa atividade comigo. E o pessoal conseguiu! Isso prova que a deficiência impõe limites só na cabeça dos outros

 

 
Samya(In Moda), Fernando Lopes e Mozart.


 

 

 

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Desfile do Concurso de Moda Inclusiva - 4ª edição

 
Nós fomos ao desfile dos finalistas da 4ª edição do Concurso de Moda Inclusiva, que aconteceu no Mube - Museu Brasileiro da Escultura, em São Paulo.
Esse ano o desfile foi apresentado pelas atrizes Gabriela Duarte e Ana Lúcia Torre.
Claro que a gente tirou várias fotos para mostrar para vocês um pouquinho do evento.



Gabriela Duarte e Ana Lúcia Torre
Modelo com deficiência visual e seu cão-guia.








 
 O desfile foi lindo! Todos os finalistas criaram looks belíssimos e a vencedora Driéli Valério apresentou um vestido de noiva maravilhoso.
 
 



 
 
 
 







quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Máquina de escrever, chá e moda...

 
 

Há pouco li um artigo na página do Discovery Channel no Facebook que dizia que a máquina de escrever foi uma invenção de um Padre brasileiro chamado Francisco João de Azevedo, que a criou para que os cegos e as pessoas com deficiência pudessem escrever. Claro que essa invenção não ajudou somente os deficientes, mas trouxe benefícios a todos. Isso me fez pensar em como sentimos necessidade de nos expressar. O homem das cavernas fazia desenhos nas paredes, os artistas expressasm seus sentimentos e suas complexididades através da música, da pintura e de diversos outros meios, como a moda. O ser humano também  se expresa através de si mesmo usando a moda, que nos permite mostrar características da nossa personalidade atraves da nossa imagem.

Sabendo que a necessidade de expressar-se de diversas formas é uma característica inerente do ser humano,  e que a moda é um meio de expressão, devemos lembrar que a liberdade de expressão e os direitos de personalidade são garantidos por lei.

É direito, então o Estado tem que garantir que os cidadãos possam usufruir dele. Mas como um deficiente pode manifestar-se visualmente se não tem roupas que atendam às necessidades dele? Como que a moda não atende as vontades e as necessidades físicas e estéticas dos deficientes  uma vez que eles também se vestem todos os dias, saem às ruas, tem gostos e estilos como qualquer pessoa?? Ou será que eles tem que andar pelados por aí ou usar roupas neutras e sem graça só porque não tem corpo de modelo? E quanto aos obesos e às grávidas?? Nenhuma sociedade é formada por pessoas iguais umas as outras. Levar moda inclusiva para as vitrines e com preço acessível vai garantir benefícios a TODOS!
Essa é a página onde está a matéria sobre a máquina de escrever ;

http://www.facebook.com/HowWeInventedTheWorld#!/HowWeInventedTheWorld

Agora vai...rsrs

 Olá! A partir de agora vamos conhecer a moda inclusiva.
 
 

 
 
 
Não é legal quando gostamos de uma roupa e basta ir a uma loja comprá-la e sair por aí desfilando a nossa nova aquisição? Não é mais legal ainda quando a roupa cabe direitinho, fica bonita e confortável e gera vários elogios? Agora, não e super chato quando queremos uma roupa, vamos até a loja comprá-la e chegando lá não tem a nossa numeração ou por causa de alguns quilinhos a mais ou a menos a roupa não teve um caimento legal??

Pois é, agora imagine como deve ser difícil para um cadeirante, para um cego ou para um obeso encontrar roupas legais, confortáveis e práticas... Eles precisam de outros tipos de fechos, de etiquetas em braile, de numerações maiores ou menores, enfim, de detalhes que atendam as necessidades de seus tipos de corpos  e que sejam bonitas e estilosas.





A moda inclusiva é isso! Moda que vista bem a todos, sem exclusão, sem discriminação, qu permita a todos ter um estilo, seguir ou não as tendências,ficar bonitos e elegantes com conforto, praticidade e acessibilidade. Essa acessibilidade também deve existir na estrutura das lojas, que permita que diversos tipos de públicos as frequentem e tenham autonômia para procurar os produtos que desejam.



 

Está claro que esse assunto é super importante, né? Alguém aí já havia pensado a respeito?

Outra pergunta: alguém aí já viu ou soube de alguma loja ou marca que vende roupas adaptadas para algum tipo de deficiência ?

Pensem nisso. Até a próxima!

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Estado de São Paulo

Dóris, Samya, Daniela Auler, Jessica, Lucas e Talita


  Sabemos que não se fala muito sobre moda inclusiva, muita gente não deve nem saber do que se trata.Fazer moda inclusiva é criar roupas bonitas pensando no conforto e nas necessidades de todos!Então para sabermos mais sobre o assunto fomos entrevistar a Daniela Auler, que é formada em moda e  Assessora da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Estado de São Paulo.


Veja algumas fotos: