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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

1º Curso de Moda Inclusiva

Aaaaahhhhhhhhh, até que enfim!!!!
Desde que começamos a pesquisar sobre moda inclusiva perguntávamos a todos os profissionais com quem conversávamos sobre o assunto como ainda não havia nenhum curso de moda inclusiva, fosse técnico ou universitário. Inclusive a falta de conhecimento nesse quesito era tanta que alguns profissionais de moda renomados com quem já conversamos nem sequer entendia o tema (PASSADA!).
Pois bem, responsável também pelo Concurso de Moda Inclusiva, que acontece anualmente há 06 anos, a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência - SP, abriu inscrições para o 1º Curso de Moda Inclusiva, que começa em março e tem duração de 3 meses. Infelizmente, as vagas eram limitadas e as inscrições estão encerradas, mas o importante é que foi dado mais um passo importante para a moda brasileira, em prol dos direitos e de melhor qualidade de vida da pessoa com deficiência e do indivíduo com mobilidade reduzida e pela inclusão. E que essa seja a primeira de muitas turmas! Estamos na torcida e atentos para as novidades que vierem a seguir.
Para mais informações: minclusiva@sedpcd.sp.gov.br e http://modainclusiva.sedpcd.sp.gov.br/.





sábado, 20 de dezembro de 2014

Todos somos belos



Este momento da moda realmente me agrada, e muito! É claro que quanto ao vestuário só vemos releituras e mais releituras. Não vemos mais criações, novidades de fato. A não ser nas misturas que antes eram absurdas e agora são tendências, como usar estampa com estampa, jeans com jeans, conjuntinho; misturar tecidos e estilos em um mesmo look. Na maquiagem também há mais liberdade agora. O que antes era ousado agora é super visto por aí.

Mas eu me refiro mesmo à questão das diferenças. Elas não ficam mais só fora das passarelas. Claro que as modelos altas e magricelas ainda reinam, mas temos muitos modelos diferentes que fazem muito sucesso e abrem caminho para tantos outros que antes nem imaginariam modelar como opção de carreira. Já falamos de alguns aqui no In Moda:

Este é Stephen Thompson, o modelo albino da Givenchy que posou em uma campanha estrelada também pela modelo transsex Lea T.


Lea T.


Outra modelo de quem falamos aqui no blog é a Aimee Mulins que além de ser modelo também é atriz e atleta.

Aimee Mullins


A modelo da vez é a Cara Delivnigne, que também é o rosto da Saint Laurent. Apesar de ter os padrões físicos da maioria das outras tops, a Cara tem uma característica muito forte: as sobrancelhas! Eu tenho sobrancelhas grossas e bem escuras, pretas mesmo, e sofria altas zoações no colégio por conta disso. Quando enfim eu comecei a depilar as sobrancelhas, de tanto que me zoaram, eu as deixei bem finas. E mantive assim durante um bom tempo. Quando as deixei mais grossas novamente teve quem achasse estranho, mas agora a maioria gosta; agora é moda. 


Cara Delevingne


Como não é só de magricelas que o mundo é habitado, não podíamos deixar de mostrar algumas modelos mais cheinhas que também arrasam no carão e nas passarelas.Como a modelo brasileira Fluvia Lacerda.

Fluvia Lacerda



Escrevendo este post me lembrei de uma propaganda que assisti há algum tempo e que me emocionou muito!Falei dela pra várias pessoas. É uma campanha da Dove. No vídeo um desenhista forense faz o retrato falado de várias mulheres, primeiro seguindo a descrição que elas fazem de si mesmas e depois seguindo a descrição de pessoas que passaram algum tempo com cada uma delas. O resultado é lindo e emocionante, vale a pena conferir:






sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Sem cor, com raça!


Stephen Thompson

Pesquisando sobre albinismo, descobri uma série de fatores que me surpreenderam! Antes, eu sabia que os albinos tem falta de pigmentação na pele, nos cabelos e/ou nos olhos e que eles tem que tomar ainda mais cuidado com o sol, porque as áreas do corpo com menos pigmentação são muito mais sensíveis aos raios solares. Mas tudo isso é óbvio, em todo o verão sempre rolam as campanhas para que nós nos protejamos dos raios solares, sabemos  que quem tem pele mais clara tem que usar protetores com fator mais alto, etc. Mas quando eu, eventualmente, via pela rua algum albino, eu achava lindo e achava que todo mundo pensasse como eu. Mas não! Descobri que na Ilha de Ukerewe, na Tanzânia, por exemplo, eles são capturados e tem partes do corpo arrancadas para a prática de rituais de bruxaria e na África, não sei bem se é em todo o continente ou em uma determinada região, muitos acreditam que fazer sexo com uma mulher albina cura o HIV, então muitas mulheres albinas lá são vítimas de estupro!



Aqui no Brasil não fiquei sabendo de nenhum caso envolvendo rituais ou superstição, mas a situação também não é legal. Não se sabe ao menos quantos são os albinos brasileiros, eles não recebem suporte do governo e recentemente li uma entrevista em que um albino disse que foi a uma consulta médica em que o médico lhe perguntou desde quando ele era albino. Um médico não sabia que o albino já nasce assim. Esse mesmo rapaz, da entrevista que li, disse que começou a tomar suplemento vitamínico porque a falta de banhos de sol contribui para a redução de vitamina E no organismo e nenhum médico lhe alertou quanto a isso, sem falar que ele paga cerca de R$200,00 em camisas com proteção solar.

Procurei por roupas com proteção solar e descobri algumas marcas que fabricam peças com tecidos que tem alto fps , como a Sun Cover (www.suncover.com.br) que promete bloquear 98% ou mais dos raios UVA e UVB e tem tecido que facilita a transpiração e mantém a temperatura do corpo sem elevação. Visitei o site da marca para conferir os preços das peças, são altíssimos! Um chapéu básico custa R$ 110,00 e uma regatinha branca feminina também suuper básica custa R$115,00!!!


Há uma ONG no Mato Grosso do Sul e um na Bahia que dão assistência aos albinos, apenas!

Visitando um site que eu gosto muito, o Hypeness : www.hypeness.com.br, vi uma série de fotos de um fotógrafo  chamado Alexandre Severo. Ele registrou alguns momentos de três crianças albinas, duas meninas e um menino, filhas de uma mulher negra, mãe de outras duas crianças que não são albinas. As fotos são emocionantes! Essa família é pobre e mora em uma favela na cidade de Olinda, em Pernambuco. A mãe diz que o sonho deles é o PhotoDerm 100, protetor solar que custa R$96,00 e dura apenas três semanas. Em uma das fotos, o menino foi retratado correndo na rua em um dia ensolarado, com um sorriso enorme no rosto, querendo ser criança, sem precisar fugir ou se esconder do sol. As fotos são lindas e no mesmo site tem outros posts sobre albinos, além de diversos outros temas interessantíssimos. Graças às fotos ( Alexandre Severo) e à matéria feita pelo jornalista João Valadares, que foram publicadas no Jornal do Commercio, em Pernambuco, essa família recebeu ajuda. Mas imaginem que deve haver muitas outras pessoas que também não tem condições de comprar filtro solar, óculos de grau  (por conta dos problemas de visão que aparecem por causa da falta de pigmentação nos olhos), óculos escuros com fps( para prevenção contra problemas de visão) e roupas com proteção solar  e  que também não recebem assistência alguma e, às vezes, ainda são vítimas de preconceito.
Família fotografada por Alexandre Severo

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Entrevista: Arlindo Grund



Entrevistamos o Arlindo Grund, apresentador do programa Esquadrão da Moda do SBT e consultor de moda. Essa é apenas uma das muitas entrevistas que, se Deus quiser, vocês vão conferir aqui no In Moda.


Queremos aproveitar aqui a opinião do Arlindo sobre moda inclusiva e lançar a primeira enquete do blog. Então, assistam e, nos comentários, digam se vocês concordam ou não com ele e o que vocês acharam da entrevista.

domingo, 26 de maio de 2013

Do Yourself ¤


DOMINGO EM CASA? HORA DE COSTUMIZAR!

Cansado (a) daquela peça de roupa simples e básica no seu guarda roupas?!
Temos a dica para deixa- la linda e única!
Já ouviu falar no efeito degrade em tecidos?

 

 

Um efeito lindo que sempre foi usado em maquiagens e unhas, agora passa a inovar em tecidos.

 

O que você precisa para fazer a sua: Tinta para tecidos (você decide a cor); Vinagre; Sal e Água.
Para você brilhar com a sua peça nova, só que não, basta mergulhar a peça escolhida dentro de um balde com a tinta até a altura que quer fazer o degrade, e deixe a peça assim durante 40 minutos. Depois disso, enxague a peça com bastante água.

Prepare um balde com água, 4 colheres de sal e 1 colher de vinagre e coloque a peça dentro, deixando de novo 40 minutos para fixar a cor. Enxague a peça novamente e ponha para secar a sombra.


 




Após tudo isso sua peça se torna única, com as cores que você mais gosta. Você pode ousar mais ainda customizando a peça já com spikes ou adereços de sua preferência.

 
 
Gostou da Dica? Comente!

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Arrasandoooooo!!!

Segundo o Instituo Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), o Censo 2010 revelou que há 60 mil casais gays no Brasil, estimativa que já deve ter aumentado. Segundo grupos militantes existem de 6 a 10 milhões de homossexuais no país. Mesmo assim, os gays ainda sofrem muito preconceito! Conheço pessoas que acham que todo o gay se veste com roupas de mulher, usa maquiagem, fala fino, usa salto alto... Hahahahahhahahah. Mal sabem eles que devem ter amigos gays que não dão a menor pinta! Pensando em mostrar que o universo gay reúne pessoas de diversos estilos, resolvemos mostrar aqui três tipos beeem diferentes.






O primeiro faz a linha "mafará", consegue até passar despercebido, mas não se deixem enganar pelo estilo de boy comum. Ele gosta de jeans mais básico, regata e boné mesmoooo, tipo adolescente. 

Já o segundo, ou eu deveria dizer: a segunda? Hahahahahahahhaha. Enfim, ele é nitidamente e assumidamente andrógino. Ele arrasa no look! Usa maquiagem, calça justinha... Enfim, nós meninas nos beneficiamos de amizades assim, já que é uma fonte de looks bafoos que podemos pegar emprestados!!!

O terceiro faz a linha geek, mas varia de vez em quando, sempre optando por looks mais alternativos. Ele reinaaaa na gravatinha borboleta e nos óculos, sempre variados! Sem falar que suspensórios são babadeirooosss!


Filipe, Hiago e Lucas

Pois é, os três tem estilos e gostos bem diferentes, mas são amigos.  Sabemos que nem todo mundo é pró-gays, mas educação e respeito é o mínimo que devemos ter em uma sociedade civilizada. Infelizmente, temos que, vergonhosamente, encarar o fato de que nem todos os integrantes dessa sociedade são civilizados. Mas nós aqui do In Moda levamos a inclusão à sério e fazemos a nossa parte. Aqui há espaço para todos, mesmo!

sábado, 11 de maio de 2013

Entrevista com : Daniela Auler



Lucas e Samya (In Moda)





Fizemos uma entrevista com a Daniela Auler, coordenadora do Concurso de Moda Inclusiva promovido pela Secretaria dos Direitos da pessoa com Deficiência do Estado de São Paulo. Como já dissemos aqui, esse ano acontece a quinta edição do evento, desta vez, Internacional.

Essa entrevista você confere abaixo!


In Moda: Daniela, como surgiu a ideia de criar o Concurso de moda inclusiva?

Daniela Auler: Foi uma iniciativa do governo do estado de São Paulo quando na época da gestão do Serra, ele fez uma reunião para saber que faltava ser feito em relação à pessoa com deficiência. Ele tinha criado a Secretaria Municipal, ai ele criou a Estadual. Quando teve o planejamento do que precisava, foram discutindo alguns pontos: como levar a questão de saúde e acessibilidade, por que existe ainda certo preconceito, a gente já evoluiu muito, mas ainda tem uma barreira cultural ai. E fora que um dos trabalhos que a secretaria exerce secretaria é oferecer para a pessoa com deficiência todos os bens e serviços a que a pessoa sem deficiência tem acesso, poder oferecer esses bens e serviços, e o vestuário é um bem, é um serviço que a gente tem que oferecer para as pessoas.
O concurso, primeiro era só para estudantes, hoje é para estudantes e profissionais do Brasil inteiro. Estamos levando isso para uma parte da sociedade que trabalha com padrões de beleza, que hoje em dia é super colocado na moda. O que são esses padrões? Para a onde a moda está indo? Então estamos também em um momento de repensar a moda mundial. E além disso,está sendo oferecido um novo segmento de mercado para essas pessoas.

In Moda: Também vem sendo feita moda inclusiva fora do Brasil há algum tempo, não é?

Daniela Auler: A gente criou um concurso de moda inclusiva para estimular os alunos a pensarem nesse caso, tinham algumas pessoas que faziam pontualmente alguma coisa ao longo do Brasil e fora também. A gente mapeou, então tinha uma empresa em Portugal que já começava a trabalhar isso, duas empresas na Alemanha, tudo começando ao mesmo tempo em que a gente, só que essa criação do concurso de moda inclusiva, aqui no Brasil, estimulou e esta fomentando o mercado para isso. Então, hoje quando você fala em moda inclusiva se você for no Google por exemplo, nossa ferramenta mágica, você já vê varias pessoas falando sobre moda inclusiva, você já vê blogs e sites.também algumas participantes do concurso que estão realizando marcas e-commerce.

In Moda: E quais sãos as soluções que a moda inclusiva traz para os portadores de deficiência? Por exemplo: como faz para adaptar essas roupas, fica caro?

Daniela Auler: Então, a gente está estudando essa questão da moda inclusiva, a cada ano a gente ganha um pouco mais de experiência. Em relação às pessoas com deficiência a ideia é que haja uma moda no conceito do desenho universal, para todos em qualquer ciclo de vida da pessoa. Então, hoje em dia nos também ficamos mais velhos, a expectativa de vida do ser humano e maior, então a gente fica mais tempo idoso e a gente acaba adquirindo alguma deficiência... Uma moda que também é utilizada pela mulher grávida, se eu quebro um braço... Mais ou menos igual à questão da calçada quando você rebaixa, para pessoa com deficiência, a sociedade inteira é beneficiada. Na moda também funciona assim, você pode optar por ter ou não esse conforto. Trabalhar tecidos tecnológicos, cicatrizantes, usar um pouco da tecnologia do esporte para isso, para a pessoa que está na cadeira de rodas, às vezes o suor fica retido no tecido e ela pode ter uma pneumonia... Enfim, modelagens diferenciadas que facilitem. Eu moro sozinha, então às vezes, para vestir um vestido de festa – gente, eu quero morrer! - Penso: Gente vou ter que sair na rua para alguém fechar o meu vestido. Não é legal. Então, é muito importante ter coisas que facilitam e ajudam a dar independência e autonomia.

In Moda: Daniela, muito obrigada por nos receber e nos ceder essa entrevista. Parabéns pela iniciativa e pelo trabalho que você e sua equipe realizam!

Daniela Auler: Eu queria dizer que acho muito legal o trabalho que vocês estão fazendo, nessa questão de uma responsabilidade social, a busca de uma sociedade mais justa. Quero parabenizar vocês e falar que qualquer coisa que vocês precisarem nós aqui da secretaria do Estado de direito da pessoa com deficiência, estaremos à disposição.

 


 
Daniela Auler